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Comer menos melhora qualidade do sono, afirma estudo


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Comer menos melhora qualidade do sono, afirma estudo
 
Uma pesquisa recente feita pelo Laboratório de Patologia Clínica e Experimental da Universidade Estadual do Rio de Janeiro concluiu que a dieta pode afetar o sono.
 
De acordo com o estudo, ingerir quantidades menores de calorias pode ser benéfico para quem sofre de apnéia obstrutiva do sono, um problema que afeta muitas pessoas,  especialmente as obesas.

A apnéia é a interrupção da respiração, que ocorre quando uma via respiratória é abruptamente bloqueada.
 
Tal facto diminui a qualidade do sono, fazendo com que a pessoa acorde cansada. A apnéia também causa roncos fortes e está relacionada a outras doenças, como arritmia cardíaca, acidentes vasculares cerebrais e aumento da pressão arterial.

A pesquisa foi feita pela nutricionista Julia Freitas no âmbito do seu mestrado com base numa pesquisa que relaciona a adoção de uma dieta menos calórica à redução da apneia. A conclusão dos estudos de Julia foi apresentada no encontro científico da American Heart Association.

Julia articulou as suas pesquisas com base noutros estudos que já afirmavam que a apnéia poderia ser solucionada com a redução de peso, seja por meio da cirurgia bariátrica ou da restrição de calorias e da prática de atividades físicas.
 
No seu trabalho, ela conseguiu provar essas teorias pela primeira vez. "Submetemos os pacientes à restrição de calorias que é recomendada pelas diretrizes internacionais atuais para controle da obesidade. Essa restrição moderada leva à diminuição de 5% a 10% do peso inicial da pessoa", explicou.
 
"Queríamos saber se, com uma redução calórica dessa ordem, o paciente já teria uma melhora na apneia obstrutiva do sono", disse a nutricionista em declaração publicada na Info. Os testes envolveram 21 pessoas obesas com histórico de apneia do sono.
 
Eles passaram 16 semanas em observação, sendo que um dos grupos foi submetido a uma dieta de 800 calorias diárias, enquanto o outro manteve uma dieta normal. Os pacientes que reduziram o valor calórico tiveram menos interrupções na respiração enquanto dormiam.
 
Além disso, a pressão arterial dessas pessoas ficou mais baixa e eles perderam peso. Segundo Julia, os pacientes perderam, em média, 5,5 kg com a redução de calorias por 16 semanas. Assim, uma pequena redução no peso corporal pode levar a uma melhora na apnéia obstrutiva do sono. [Megacurioso]

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