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10 alimentos que reduzem o risco de Alzheimer


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10 alimentos que reduzem o risco de Alzheimer

Seguir uma alimentação saudável e praticar exercícios são fatores importantes numa boa saúde e num bom envelhecimento. Veja 10 alimentos que reduzem o risco de Alzheimer.


É claro que questões genéticas pesam no surgimento de algumas doenças, mas é possível enganar a natureza para que algumas condições não apareçam na sua vida.

Uma nova dieta, resultante de uma pesquisa séria, pode ser a chave para reduzir pela metade o risco de desenvolvimento de Alzheimer.

De acordo com o Daily Mail, os especialistas dizem que tal dieta, que tem a sigla MIND, poderia reduzir o risco da doença mesmo que a pessoa não a siga meticulosamente. A baseia-se na Mediterrânea, priorizando os peixes, óleos saudáveis, vinho, cereais integrais, frutas e castanhas.

A sigla MIND diz respeito a Mediterranean Intervention for Neurodegenerative Delay e visa a inclusão de pelo menos três porções diárias de cereais integrais, salada verde junto com um vegetal extra e uma taça de vinho.

Segundo a pesquisa, estes alimentos saudáveis para o cérebro reduziram o risco de Alzheimer em 53% nas pessoas que fizeram a dieta. O interessante é que para aqueles que não seguiram a dieta tão à risca também houve uma redução de cerca de 35% no risco de desenvolver a doença.

De acordo com a especialista Martha Morris, uma epidemiologista nutricional do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, essa informação — de que mesmo com uma dieta moderada com esses alimentos houve a redução do risco — é motivadora para as pessoas.

Mais sobre a pesquisa e a dieta


Como essa pesquisa avaliou a saúde de pessoas e a relação com a alimentação delas, demorou alguns anos a ser realizada conduzindo à criação da dieta MIND. Martha Morris e seus colegas desenvolveram a dieta baseada também em anos de pesquisas anteriores.

De acordo com os pesquisadores, a dieta MIND é um híbrido da dieta Mediterrânea com a DASH, sendo que ambas têm o papel de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, infarto e AVC.

Alguns pesquisadores já haviam descoberto que ambas as dietas mais antigas também forneciam proteção contra a demência. No estudo, a dieta MIND foi comparada com as restantes.

Pessoas que seguiram tanto a Mediterrânea quanto a DASH tiveram redução no risco de desenvolver Alzheimer em 39 e 54% respectivamente. No entanto, as dietas tiveram benefícios insignificantes quando as pessoas só aderiram a elas moderadamente.

De acordo com o que Martha Morris disse ao Daily Mail, a dieta MIND também é mais fácil de seguir do que a dieta mediterrânea, que recomenda o consumo diário de peixe e de três a quatro porções diárias de frutas e legumes.

Na dieta desenvolvida pelos pesquisadores, eles recomendam quinze componentes principais, incluindo os dez alimentos do cérebro saudável, como vegetais de folhas verdes, legumes, castanhas e nozes, frutas vermelhas, grãos, cereais integrais, peixes, aves, azeite e vinho.

Além disso, a dieta alerta para os alimentos que não devem entrar no cardápio, como carnes vermelhas, manteiga ou margarina, queijos, bolos e doces, frituras e fast food. Na indicação dos especialistas, eles dizem que é permitido comer menos de uma colher de sopa de manteiga ou queijo por dia, e os outros alimentos no máximo uma vez por semana. Mas, se puder evitar, melhor.

Recomendações


Para os alimentos saudáveis indicados, existem recomendações como ingerir grãos (feijão, lentilha, etc) a cada dois dias, petiscar nozes como lanches entre as refeições, consumir aves e porções de frutas vermelhas pelo menos duas vezes por semana e peixe pelo menos uma.

Não há uma forma rígida de se cumprir o consumo e isso que leva a dieta a ser mais cómoda para as pessoas. Você deve ter percebido, porém, que as frutas vermelhas são as únicas permitidas nessa dieta.

Martha Morris explica que o mirtilo, por exemplo, é um dos alimentos mais potentes em termos de proteção do cérebro, acrescentando que os morangos também apresentaram um bom desempenho em estudos anteriores sobre o efeito dos alimentos na função cognitiva.

No total, o estudo da dieta MIND observou os resultados de 923 voluntários, sendo que destes, 144 desenvolveram a doença de Alzheimer. A doença, que tem um efeito devastador sobre a função cognitiva, é causada por um conjunto de fatores, incluindo também componentes comportamentais, ambientais e genéticos. [Daily Mail]

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